
“Pela primeira vez desde a sua invenção há 41 anos, a válvula que faz funcionar o seu rádio, opera as máquinas de soldagem, abre portas (...) possui um rival. Ele é um dispositivo diminuto chamado transistor”. Com esta frase, a revista americana Popular Science na sua edição de setembro de 1948 iniciava um artigo explicando aos leitores o advento do transistor, dispositivo cuja invenção completa 60 anos neste domingo, 16 de dezembro.
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Trabalhando em 1947 nos lendários Laboratórios Bell, em Nova Jersey, o trio de engenheiros William Shockley (1910-1989), John Bardeen (1908-1991) e Walter Brattain (1902-1987) pesquisava o comportamento de cristais de germânio e de silício como semicondutores na tentativa de criar um substituto menor e mais confiável para as antigas válvulas a vácuo – aquelas que existiam no interior dos enormes rádios na sala de estar dos nossos avós e bisavós, nas décadas de 30 e 40.
Shockley, Bardeen e Brattain acabaram inventando o transistor, dispositivo composto por um material semicondutor, isto é, que podia tanto conduzir quanto isolar uma corrente elétrica, dependendo do resultado de uma operação computacional. O invento, que valeu aos três engenheiros o Nobel de Química de 1956, foi a pedra fundamental da indústria de tecnologia.
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Antes do transistor, havia no mundo apenas dois computadores – máquinas gigantescas e ultra-secretas operadas pelos serviços de inteligência britânico e norte-americano. O primeiro computador eletrônico da história, o britânico Colossus Mark 1, continha 1.500 válvulas e começou a operar em 1944 para decifrar as mensagens em código da Alemanha nazista.
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